Notícias

    Postado em 14 de Fevereiro de 2017 às 08h44

    Ações Fora Temer

    Sindicom Chapecó Ações Fora Temer Movimentos sociais definem calendário de mobilização contra reformas de Temer    A Frente Brasil Popular, movimento que reúne mais de 60 entidades, divulgou no...

    Movimentos sociais definem calendário de mobilização contra reformas de Temer

       A Frente Brasil Popular, movimento que reúne mais de 60 entidades, divulgou no sábado (11/2) uma agenda nacional de mobilização contra as reformas trabalhistas e da Previdência. Trabalhadores, estudantes e movimentos sociais afirmam que os retrocessos só serão barrados com mobilização nas ruas.


       Segundo o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, o calendário começa no dia 8 de março. “Nós vamos somar ao protagonismo das mulheres contra as reformas. Também nos somaremos à greve geral dos professores para aumentar a pressão sobre esse governo ilegítimo”, afirmou em entrevista ao repórter Jô Miyagui, da TVT.


       Além da manifestação no dia 8, ainda em março os movimentos vão às ruas no dia 15, no “Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência”. Outra manifestação está marcada para o dia 31, data do golpe militar em 1964.


      A socióloga Adriana Marcolino afirma que, ao contrário do que o governo Temer defende, a Previdência não é a grande vilã do Orçamento. Ela explica que os gastos com a aposentadoria e benefícios representam 7,4% do PIB, enquanto que só com o pagamento de juros da dívida pública são desperdiçados 8,5% do PIB. “O governo coloca a seguridade junto com o orçamento fiscal, então algumas receitas que deveriam constar na previdência não aparecem, por isso há esse suposto rombo.”


      Os estudantes também estão preocupados com a proposta do governo Temer. Para obter a aposentadoria integral será preciso ter 65 anos de idade e 49 anos de contribuição. Com isso, os jovens terão de pagar a previdência desde os 16 anos, mas nessa idade eles ainda são estudantes. “É uma estratégia para acabar com a aposentadoria pública e fomentar a previdência privada. O interesse privado também está por trás dessa nova reforma”, afirma a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral.


      “Estamos aprovando um calendário para barrar as reformas. Da maneira em que a reforma da Previdência foi apresentada fica claro que não tem como a gente tentar barganhar alguma melhora, então a intenção é barrá-la nas ruas”, acrescenta o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim.

    Veja também

    OPINIÃO09/09/16OPINIÃO - Os interesses imperialistas no golpe José Álvaro de Lima Cardoso*    Assim como ocorreu em 1964, entre os principais grupos de interesses no golpe desferido em 2016 contra o Estado brasileiro, um deles é o do império. Os irmãos Koch, por exemplo, proprietários da segunda maior empresa privada dos Estados Unidos, com faturamento anual de US$ 115 bilhões, financiaram grupos que......
    8531628/04/15MOVIDA SINDICOM marca presença no MOVIDA       Foi realizado no dia 28 de abril em Chapecó o Movida – Movimento em Defesa da Vida, Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense. Milhares de......
    10886315/12/15

    Voltar para Notícias